Por: De Olho na Notícia Rio 31/03/2026

Foto: Divulgação / Reuters
O exército de Israel declarou estar totalmente preparado para manter as operações militares na guerra contra o Irã por tempo indeterminado. Em pronunciamento nesta terça-feira (31/03), o tenente-coronel Nadav Shoshani garantiu que as forças possuem o pessoal, a munição e o mapeamento de alvos necessários para dar continuidade à ofensiva, aguardando apenas as diretrizes políticas.
A declaração ocorre logo após o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmar, em entrevista recente, que o conflito — iniciado em 28 de fevereiro após a morte de Ali Khamenei — já “passou da metade do caminho”.
O cenário atual do conflito no Oriente Médio
A guerra tomou proporções globais após ataques coordenados entre Estados Unidos e Israel atingirem Teerã, resultando na morte da alta cúpula do regime iraniano. Em resposta, o Irã lançou ofensivas contra interesses americanos em países como Arábia Saudita, Catar e Jordânia.
Impactos humanitários e militares
- Vítimas civis: Segundo agências de direitos humanos, mais de 1.750 civis morreram no Irã.
- Baixas americanas: A Casa Branca registra ao menos 13 soldados mortos em ataques diretos.
- Frente Libanesa: O Hezbollah intensificou ataques ao território israelense, gerando contraofensivas aéreas de Israel no Líbano, que já deixaram centenas de mortos.
Sucessão no Irã: A ascensão de Mojtaba Khamenei
Com a morte de Ali Khamenei, o conselho iraniano elegeu seu filho, Mojtaba Khamenei, como o novo líder supremo. Especialistas indicam que a escolha sinaliza a continuidade da repressão interna e da postura rígida contra o Ocidente.
O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou abertamente a sucessão, classificando a escolha como um “grande erro” e afirmando que Mojtaba é uma figura “inaceitável” para a liderança da região.
Fonte: Reuters
