Por: De Olho na Notícia Rio 13/01/2026

Foto: Divulgação / Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump / AFP
O cenário geopolítico global sofreu um novo abalo nesta segunda-feira (12). O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que pretende impor uma tarifa de 25% a qualquer nação que realize transações comerciais com o Irã. A medida é uma resposta direta à violenta repressão do regime teocrático contra manifestantes, que já resultou em centenas de fatalidades.
Impacto nos Parceiros Comerciais e Reação da China
A ameaça de Trump atinge diretamente os principais pilares da economia iraniana. De acordo com dados do Trading Economics, os parceiros mais afetados seriam:
- China (Principal comprador de petróleo);
- Turquia;
- Emirados Árabes Unidos;
- Iraque.
Em resposta imediata, Pequim declarou que protegerá seus interesses legítimos e alertou que “não há vencedores em uma guerra comercial”. A Casa Branca, por sua vez, reforçou que, embora priorize a diplomacia, Trump “não tem medo” de uma intervenção militar caso necessário.
Repressão no Irã e Crise de Direitos Humanos
Enquanto as sanções econômicas avançam, a situação interna no Irã é crítica. A ONG Iran Human Rights (IHR) já confirmou 648 mortes, incluindo crianças, mas o número real pode passar de 6 mil.
O governo iraniano mantém um bloqueio parcial da internet desde 8 de janeiro para, segundo críticos, ocultar a dimensão do derramamento de sangue. O chanceler alemão, Friedrich Merz, foi enfático ao declarar que o regime pode estar em seus “últimos dias”, afirmando que governos mantidos apenas pela violência estão destinados ao fim.
O que esperar das próximas semanas?
Embora analistas internacionais vejam resiliência no aparato repressivo de Teerã, as novas sanções de Trump colocam uma pressão financeira sem precedentes sobre o país. O líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, classificou os movimentos como orquestrados de fora, enquanto a comunidade internacional, liderada por França e Espanha, intensifica as condenações diplomáticas.
Fonte: O Dia
