Fim da Escala 6×1: PEC Segue Parada no Senado

Política

Por: De Olho na Notícia Rio 22/06/2026

O presidente do Senado Davi Alcolumbre em pronunciamento sobre a PEC fim da escala 6x1.

Foto: Divulgação / O presidente do Senado Davi Alcolumbre e a PEC fim da escala 6×1.

A tramitação da proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da jornada de trabalho abusiva deve seguir sem avanços nos próximos dias. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), mantém a PEC fim da escala 6×1 em sua mesa, sem despachá-la para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A expectativa é que a proposta complete um mês parada no próximo sábado (27), sem qualquer sinalização de liberação. O cenário é agravado por uma semana esvaziada no Parlamento, motivada pelas festividades de São João no Nordeste, pelo jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo e pela adoção de trabalhos semipresenciais na Casa.

Por que a tramitação da PEC fim da escala 6×1 está parada?

O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), não tem marcado reuniões em semanas de formato semipresencial devido ao baixo quórum, já que os parlamentares podem votar de forma remota. A assessoria da comissão confirmou que ainda aguarda o despacho oficial de Alcolumbre para dar início aos trabalhos sobre a PEC fim da escala 6×1.

Enquanto a proposta principal segue travada, a oposição no Senado apresentou um texto alternativo que propõe manter a escala atual, permitindo apenas contratos por hora de trabalho. Curiosamente, essa matéria alternativa foi despachada para a CCJ por Alcolumbre no mesmo dia em que foi protocolada. Apesar disso, Otto Alencar garantiu que priorizará o projeto original que extingue a escala 6×1 por ter chegado primeiro ao Senado.

Pressão e resistência no Senado Federal

A demora na distribuição do texto tem gerado forte incômodo na base governista e em defensores dos direitos trabalhistas. No plenário, o senador Paulo Paim (PT-RS) cobrou publicamente celeridade na votação da matéria:

“Não temos mais por que demorar. O que afinal está faltando para que o Senado vote a matéria, já que debatemos esse tema há anos?”, questionou Paim.

Aprovada na Câmara dos Deputados por ampla maioria — com apenas 22 votos contrários de 513 deputados —, a proposta sofre resistência nos bastidores do Senado. Alcolumbre chegou a criticar a pressão sofrida e defendeu que o Senado precisa “melhorar o texto com calma” antes de levá-lo ao plenário.

Fonte: Senado Federal

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