Por: De Olho na Notícia Rio 15/05/2026

Foto: Divulgação / Donald Trump e Xi Jinping apertam as mãos durante visita de Estado em Pequim.
Trump e Xi concluem encontro “muito bem-sucedido” na China: Veja os principais acordos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encerrou nesta sexta-feira (15/05/2026) sua visita de Estado a Pequim, classificando o encontro com o líder chinês, Xi Jinping, como “inesquecível” e “muito bem-sucedido”. Em um tom cordial que contrastou com as recentes tensões, os líderes das duas maiores economias do mundo selaram consensos estratégicos que visam a estabilidade global pelos próximos três anos.
O que sabemos sobre a notícia: Acordos comerciais e Boeing
O ponto alto da visita foi a reafirmação dos laços comerciais. Trump anunciou que a China concordou com a compra de 200 aeronaves da Boeing (modelo 737), o que deve garantir milhares de empregos no setor industrial americano.
Além da aviação, os destaques comerciais incluíram:
- Energia: Interesse chinês na compra de petróleo dos EUA.
- Agricultura: Retomada das importações de soja americana, reduzindo a dependência do mercado brasileiro.
- Conselho Comercial: Criação de um grupo para evitar novas guerras tarifárias.
Tensões geopolíticas: Taiwan e Irã em pauta
Apesar do clima amistoso, as divergências não foram ignoradas. Xi Jinping foi enfático ao alertar sobre os riscos de um “conflito” caso a questão de Taiwan seja mal administrada, classificando-a como o tema mais sensível da relação bilateral.
No campo internacional, o conflito no Irã e o bloqueio do Estreito de Ormuz dominaram as conversas. Trump afirmou que ambos os países compartilham a visão de que o Irã não deve possuir armas nucleares e que a China ofereceu assistência para garantir o fluxo de petróleo e gás na região.
Relação de Estabilidade Estratégica
Xi Jinping descreveu a visita como “histórica” e estabeleceu uma nova orientação para os vínculos entre as potências, denominada de “Relação de Estabilidade Estratégica Construtiva China-EUA”. O objetivo é garantir que, mesmo com divergências, o diálogo prevaleça sobre o confronto direto.
Fonte: AFP
