Casa de Cultura Volta do Mundo

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Protagonismo e Reparação Histórica na Pequena África

Por: De Olho na Notícia Rio 26/09/2025

 Foto da fachada da Casa de Cultura Volta do Mundo, espaço de cultura negra na Pequena África, Rio de Janeiro.

Foto: Divulgação / Casa de Cultura Volta do Mundo, espaço de cultura negra na Pequena África, Rio de Janeiro.

Casa de Cultura Volta do Mundo: Protagonismo Negro, Reparação Histórica e Inclusão na Pequena África

Instalada em um casarão histórico no coração da Pequena África, a Casa de Cultura Volta do Mundo emerge como um farol de resistência e transformação social. A instituição destaca-se por unir tradição, arte e um notável impacto social, firmando o protagonismo do povo preto em seu eixo central.

Mais do que um espaço cultural, a Casa de Cultura Volta do Mundo é um local de acolhimento. A atmosfera criada por sua gestão, com Simone Torres e o capoeirista Eduardo Escadão, promove um forte sentimento de pertencimento para a comunidade negra e periférica, que encontra ali oportunidades concretas de formação e geração de renda.

Protagonismo Negro e Reparação Histórica na Pequena África

Simone Torres ressalta a simbologia de estar neste território: “Ali o protagonismo é do povo preto, sem excluir ninguém, mas garantindo prioridade a quem sempre foi invisibilizado”. Para assegurar seu papel de reparação histórica, a Casa adota um critério de acesso afirmativo em projetos com vagas limitadas, reservando 80% para pessoas pretas e periféricas.

“Mulheres de Impacto”: Empreendedorismo e Maternidade

O projeto “Mulheres de Impacto” é uma das iniciativas de maior visibilidade. Direcionado a mulheres pretas, periféricas e mães solos, oferece capacitação em ofícios manuais e orientação empreendedora, permitindo a geração de renda sem que as participantes precisem se afastar do cuidado com os filhos.

Capacitação em Bijuteria Afro, Turbantes e Tranças

As oficinas incluem a criação de bijuteria afro, a arte dos turbantes e a formação em tranças. Todas as aulas são conduzidas por especialistas em pautas negras, com a participação de Marcele Oliver, do movimento “Avança, Nega”, que trabalha o fortalecimento identitário e a autoestima das participantes.

Capoeira: Inclusão e Perspectiva de Futuro

A capoeira é um pilar central da Casa de Cultura Volta do Mundo. Reconhecida como patrimônio cultural, ela funciona como um instrumento de inclusão, oferecendo a jovens da periferia um caminho alternativo e reforçando o papel de transformação do espaço, que também acolhe jovens em cumprimento de medidas socioeducativas. (Eduardo Escadão)

A capoeira é um pilar central da Casa de Cultura Volta do Mundo. Reconhecida como patrimônio cultural, ela funciona como um instrumento de inclusão, oferecendo a jovens da periferia um caminho alternativo e reforçando o papel de transformação do espaço, que também acolhe jovens em cumprimento de medidas socioeducativas.

Conectando Cultura e Comunidade

A Casa de Cultura Volta do Mundo também busca oferecer formação em produção cultural em parceria com editais, como o da Pequena África, que abrange gestão financeira e o uso estratégico de redes sociais e aplicação de inteligência artificial para novos agentes culturais. Esses encontros e rodas de conversa estimulam a troca e a criação de uma base sólida de apoio comunitário.

“A Casa de Cultura Volta do Mundo é mais do que um espaço físico. É uma resposta à necessidade de reparação histórica e fortalecimento cultural da população negra, reafirmando seu protagonismo e promovendo inclusão em uma das regiões mais emblemáticas da cidade”, finaliza Eduardo Escadão.

Fonte: Casa de Cultura Volta do Mundo

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