Por: De Olho na Notícia Rio 16/09/2025

Foto: Ofensiva em Gaza / /Reuters
Israel inicia grande ofensiva terrestre na Cidade de Gaza com apoio de Washington
O Exército de Israel iniciou nesta terça-feira, 16 de setembro de 2025, uma grande ofensiva terrestre na Cidade de Gaza, a maior e mais populosa da Faixa de Gaza. A operação, cumprindo uma ameaça feita há meses, foi lançada após bombardeios diários e ocorre em meio à visita do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que expressou apoio ao objetivo de erradicar o Hamas.
Avanço de tropas e nova onda de fuga
Um militar israelense confirmou que a parte principal do ataque terrestre em Gaza já começou, com tropas avançando em direção ao centro da cidade. As forças de Israel, que já sitiavam a região, buscam o que o governo de Netanyahu considera o “último reduto” do Hamas. Segundo testemunhas, os ataques aéreos e bombardeios foram “intensos”, causando uma nova onda de fuga de civis. Imagens mostram estradas colapsadas com pessoas fugindo a pé e em carros, principalmente em direção ao sul do território.
Israel inicia ofensiva terrestre na Cidade de Gaza
Críticas da ONU e acusações de genocídio
A resposta internacional foi imediata e crítica. A Organização das Nações Unidas (ONU) e a UNICEF se manifestaram, classificando a situação como “desumana”. O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, pediu que a “destruição indiscriminada de Gaza pare imediatamente”. Além disso, um comitê de investigação da agência de direitos humanos da ONU acusou Israel de cometer genocídio no território palestino. O governo israelense refutou categoricamente o relatório, chamando-o de “tendencioso e falso”.
Contexto Político e Declarações Oficiais
A ofensiva terrestre em Gaza teve início um dia após a reunião entre Marco Rubio e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Fontes do governo israelense afirmaram que o presidente Donald Trump apoia a operação, desde que seja rápida. Trump também usou uma rede social para alertar o Hamas sobre o uso de reféns como “escudos humanos”. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, reiterou o compromisso de “atacar com punho de ferro” até que a missão seja concluída e os reféns libertados.
A guerra entre Israel e Hamas, que começou em outubro de 2023, já resultou na morte de mais de 63 mil palestinos, a maioria civis, segundo o Ministério da Saúde local. Por sua vez, o ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023, que desencadeou o conflito, matou 1.219 pessoas em Israel.
Fonte: UOL
