Por: De Olho na Notícia Rio 14/06/2025

Fotos: Reuters / Danos na cidade israelense de Ramat Gan, moradores se abrigando no subsolo
Uma escalada de violência entre Israel e Irã, ocorrida entre a sexta-feira (13/06) e o sábado (14/06), resultou em mortos e feridos em ambos os lados, intensificando as tensões no Oriente Médio.
Ataques Iranianos e Vítimas em Israel: O Irã realizou uma série de ataques contra Israel, em retaliação ao que chamou de “guerra iniciada” por Israel, referindo-se a ataques israelenses na madrugada de sexta-feira. Mísseis iranianos causaram dezenas de feridos e pelo menos duas mortes em Israel, incluindo uma mulher de 60 anos e um homem de 45. Quarenta pessoas foram hospitalizadas, duas em estado crítico. As Forças de Defesa de Israel (IDF) informaram que a maioria dos mísseis iranianos foi interceptada, mas alguns edifícios foram atingidos. Testemunhas em Jerusalém e Tel Aviv relataram sirenes, explosões e danos a prédios.
Retaliação Israelense e Vítimas no Irã: Em resposta, Israel conduziu novos ataques ao Irã. A mídia estatal iraniana relatou que 78 pessoas foram mortas, e mais de 320 ficaram feridas, a “esmagadora maioria” civis, na capital Teerã. Figuras de alto escalão do regime iraniano, incluindo o chefe do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, Hossein Salami, e seis cientistas nucleares, também teriam morrido. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que os ataques visaram o “coração do programa de enriquecimento nuclear do Irã”, incluindo a instalação de Natanz, e que “mais está por vir”, mirando a liderança iraniana.
Reações Internacionais e Contexto: O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, pediu o fim da “escalada” do conflito, ressaltando que “a paz e a diplomacia devem prevalecer”. Os Estados Unidos confirmaram ter ajudado Israel na interceptação dos mísseis iranianos, mas negaram envolvimento nos ataques israelenses, classificando-os como autodefesa.
Os ataques marcam um ponto crítico, pois, ao contrário de confrontos anteriores, atingiram diretamente áreas residenciais e centros urbanos. O programa nuclear iraniano, que Teerã afirma ser para fins civis, permanece uma preocupação internacional, com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) alertando sobre o enriquecimento de urânio a níveis próximos aos de grau militar.
